[ editar artigo]

A pandemia que parou o mundo... ninguém previu e nem esperava...

 

De repente... sem aviso prévio...a população mundial, de ricos e pobres, tem "a sua velha e cansativa rotina interrompida"... restringindo a toda gente a viver o mesmo drama, não respeitando fronteiras, raças ou culturas; tirando dela o que tinha de melhor - o direito de ir e vir - de sair para a rua, de ir ao shopping, de ir às lojas para ver as vitrines, de ir aos domingos ao estádio de futebol, de ir ao cinema, de ir às feiras livres, de ir à igreja, de festar e de visitar a família e amigos. À elite foi demilitada as viagens, a continuidade dos estudos acadêmicos e especializações dos filhos em outros países; e ao pobre e ao ambicioso de fazer o quê sempre fazia... trabalhar... trabalhar... e trabalhar a semana inteira... o mês inteiro, para comprar, comprar e pagar...e pagar... 

E, desse modo,  a maioria das nações passa a ficar, literalmente, presa em seus próprios lares, muitos passando até por dificuldades, sem poderem trabalhar para comprar o seu próprio pão de cada dia... sem data marcada para terminar; por causa de um tal vírus, que é invisível... e, em muitos casos,  até assintomático...  uma surpresa em cada organismo... ou como disse o presidente do Brasil, igual a uma "gripezinha", mas que já vitimou milhares de pessoas pelo mundo afora. 

A meu ver, ninguém deveria subestimar o que não se conhece... Muitos países estão vivendo um verdadeiro colapso social. E, no Brasil, embora, já tenha morrido quase setenta mil pessoas, não se pode esquecer nunca que Deus nos protegeu e continua nos protegendo bastante; imagine se esse vírus tivesse entrado, no Brasil, durante o Carnaval, estaríamos vivendo um verdadeiro tsunami. E o mar, com certeza, estaria bem mais revolto... e o comandante, como é "meio" teimoso, do contra, desafiador e provocador" não saberia para onde nos levar. Uma vez que, a OMS defende o isolamento e ele não... 

Poucos estão enxergando o tamanho das ondas. Para muitos é como se elas não existissem, embora, haja muito perigo.... em muitas embarcações, milhares já se afundaram... E o que nos resta é ver o que deu certo e o que não deu com as mesmas e experimentarmos para podermos atravessar.

E...  além do grande medo de contrair esse tal Covid 19, as pessoas têm receio de perder a "normalidade" de viver; o medo do estrago econômico; o medo de perder o emprego, o medo da perda de conexão com familiares e amigos por muito tempo, e o medo de perder a própria vida. Quem não tem?Tudo isso está gerando um grande sofrimento. É como estivéssemos doentes ou pior de luto coletivo, principalmente, para quem é do grupo de risco, e mora, nas cidades, onde existem muitos casos.

Como disse um amigo virtual... "Para mim  que moro na Fazenda não  mudou muita coisa, mas  para quem vive na cidade  não  é  fácil... ficar confinado sem poder sair, sem receber visitas  e sem poder trabalhar... penso que  é estressante!! Temo é  que a crise possa se  instalar e as pessoas com baixo poder aquisitivo  passem fome.... e nessa hora, temos que unirmos para ajudar da melhor forma os mais necessitados!!!"
 
Realmente, o isolamento social não está sendo fácil, tem gerado grande ansiedade, e invadido a mente das pessoas, de tal forma, que somente as imagens dolorosas e negativas tomem posse de seus pensamentos - famílias ficando doentes. İdosos estão no grupo de maior risco. Preocupamos também com os filhos e netos. Preocupamos com tudo. Com o desemprego. Com a fome. Com o futuro. Com o que está porvir? Ficar doente e perder o emprego nos amedronta. 

Os meios de comunicação tentando nos deixar mais informardos, nos aterroriza cada dia mais. Mas a ordem da OMS é que precisamos nos isolar, mantendo a distância das pessoas e encontrar o equilíbrio para este grande desafio da atualidade -  viver preso ou pegar o Corona vírus e morrer. Não tem como correr!! Arriscar é perigoso!  

Todos os dias, centenas de pessoas estão se contaminando e morrendo.  Há quem diga que não sairemos ilesos desse tal Corona vírus; que estamos só adiando esse mal. Por isso, não há outra saída, a não ser nos protegermos, mantendo o isolamento das pessoas... até que a assistência à saúde dos estados como: hospitais de campanha sejam construídos, se estruturem, se preparem e se equipem de leitos e respiradores e, ainda, até que cientistas encontrem, testem "remédios candidatos", com o objetivo de desenvolver um medicamento mais promissor, uma vacina ou um coquetel eficaz para irradicar esse tal desconhecido vírus, que além de ter  vitimado milhares de pessoas, dentre elas, dezenas de profissionais da saúde, que arriscaram e continuam arriscando suas próprias vidas, com tanta precisão e zelo, por todos os países, para salvarem vidas; sem poderem fazer suas próprias escolhas, entre trabalhar e ficar em casa, como a população está tendo.

No entanto... apesar de tudo, muitas pessoas em isolamento estão se rebelando. Assim, alguém do grupo de fotografias desabafou no seu Facebook. "Hoje eu saí, cansei de ficar em casa ouvindo noticias, e passando álcool em gel na mão!  Adeus quarentena, adeus pesadelos, vou caçar passarinhos, sim, eles que voam livres, e cantam melodias afinadas serão os meus alvos, não como fiz na infância armado com um badogue, hoje vou caçar passarinhos com tiros que eternizam, apertando o gatilho da minha Canon!  E como foi fácil encontrar todos eles, joguei alpiste, coloquei mamão junto ao HD do meu computador, e aos poucos foram pousando bem na minha frente, livres como eu gostaria de estar! 02 abr  2020."

Agora, imagine um trabalhador que ganha, hoje, para sustentar a sua família amanhã, e tem que ficar de quarentena em casa sem ter o que comer. Eh... com certeza, você também até pensou... como abrir mão da vida... é uma questão de vida e morte. Mas... e de fome também não morre?  İnfelizmente, muitas pessoas não têm muita escolha.

Por isso, o próprio presidente do Brasil temendo que a economia entre em colapso, e provoque um grande rombo, nas contas públicas, sai praticando atos abusivos, próprios do seu gênio desafiador e do contra, como: cumprimentar as pessoas, estabelecendo, de certa forma, uma ideia de descumprimento das normas de saúde a favor da abertura do comércio local.

Levando as pessoas a se "relaxarem"/"afrouxarem" o isolamento social, que, ainda, é muito necessário e exigido pelos profissionais da saúde por algum tempo. Mas muitos acreditam: meio a pandemia, que "teremos mais falidos do que falecidos". Vindo de encontro com as opiniões dos economistas de que é a maior queda econômica mundial dos últimos noventa anos.

Mas... por outro lado... 

Quem não se lembra de ter reclamado e pensado, um dia,  poder fazer uma "pausa" em sua vida, poder organizar sua casa, ter tempo para os filhos, para o marido ou esposa ou para você mesmo (a)? Poder refletir sobre a sua existência, no mundo, além de só trabalhar e trabalhar! Quem não sonhou um dia aproveitar mais do conforto do lar? Quem sabe... estudando a distância e trabalhando em casa. Não precisando sair de casa para nada...  nem para ir ao mercado... nem para ir levar e buscar as crianças na escola...  nem para ir aos bancos... nem para ir ao médico... nada... tudo a distância.... tudo online!?

 Agora, pode fazer isso... Como disse Mário Sérgio Cortella (2018), em outro contexto, citando o poema de Mário Quintana "Tenta esquecer - me" com os versos: "Toda a tristeza dos rios / É não poder parar! ". "E é muito parecido, Cortella continuou, com a tristeza que temos hoje". Depois cita Fernando Pessoa ( como Álvaro Campos) " Acabamos com isto e tudo mais... / Ah, que ânsia humana de ser rio ou cais". 

Na verdade, a rotina atual de parte da população é escravizante. Lembro- me bem de quando fui professora, como eu desejava parar... poder descansar em casa... e trabalhava quase em frente a minha casa, até ouvia quando a sineta tocava, saía correndo, e chegava ainda "em tempo". Agora, imagine a vida de uma pessoa que mora em uma cidade grande, que para chegar até a escola e voltar para casa tenha que pegar um, dois ou três ônibus lotados ou metrô. Que, simplesmente, só pára quando vai dormir. E quando dorme não pode descansar. Os sonhos a derrubam da cama, ela perde o ônibus, e seu ponto é cortado. Seu marido pode perder o emprego. A empresa fecha. Ela, com certeza, pensou, também, em poder fazer uma pausa em sua vida para descansar... mas ... não... essa pausa obrigatória, é claro! E poder organizar a sua vida, que tornara tão mecânica... e que, há muito tempo, vem se sentindo sufocada.

A pandemia parou o mundo. Fecharam também todas as escolas, mas a maioria delas está com a prática de aulas à distância, online, em casa, numa escala, jamais, realizada e pensada, que poderia "dar certo", para o Ensino fundamental. Transmitidas por grupos, via whatsapp, vídeos e áudios. Usando até um mantra oficial de um país, como a China, que 90% de tudo vem de lá, (inclusive até o próprio vírus) um país obcecado pelo sucesso também educacional - “Parem as aulas, mas não parem de aprender”, ou para o mundo, mas o professor não para de ensinar.

"Veja o exemplo da China. Muito antes do início da pandemia, o país vinha investindo pesadamente em soluções educacionais digitais para sua imensa massa de estudantes. A competição brutal entre os estudantes chineses para conseguir vagas nas melhores escolas do ensino médio de sua cidade (por  meio  de um  exame  de admissão)  e depois para ser selecionados nas melhores universidades permitiu o florescimento da indústria do reforço escolar.
Antes restrito a quem podia pagar um professor particular, dezenas de startups criaram modelos exclusivamente online ou híbridos para atingir um número cada vez maior de alunos. “A China é o país que lidera a aplicação de inteligência artificial na educação”, diz Maria Spies, cofundadora da consultoria australiana especializada em educação Holon IQ." Por Ernesto Yoshida, Luisa Granato, Rodrigo Loureiro e Fabiane Stefano, de Xangai e Hangzhou. Revista Exame (abr 2020)

Mas, depois desse isolamento social, acredita- se que muitas pessoas vão incorporar novos hábitos para si mesmas. Como disse Cortella (2018, p. 106) em seu livro " A sorte segue a coragem", "o ócio permite criar coisas ou reinventá - las. A desocupação é criativa na medida em que permite que você note o que não era notado. O olhar rotineiro é distraído." E é verdade... O foco no trabalho, o ritmo acelerado, carregando o medo de não dar conta de tudo, além de tantas distrações que tiram a sua atenção, "hoje em dia", com as redes sociais, com isso e aquilo, etc, não nos deixam se quer enxergar as coisas que estão a nossa volta. 

Precisávamos, realmente, de algo que provocasse uma ocasião de estacionamento... poderia ter sido diferente... não com tantas dores... para nos proporcionar uma vida menos agitada e mais participativa com os de casa. Estávamos vivendo como "a síndrome do sapo fervido", que é colocado em um recipiente, com a mesma água de sua lagoa, fica estático durante todo o tempo em que aquecemos a água, até que ela ferva. O sapo não reage ao gradual aumento da temperatura (mudanças do ambiente) e morre quando a água ferve. Inchadinho e feliz. 

No entanto, outro sapo, jogado nesse mesmo recipiente já com água fervendo, salta, imediatamente, para fora, meio chamuscado, porém, vivo!

Existem pessoas que têm comportamento similar ao do SAPO FERVIDO. Não percebem as mudanças, acham que está tudo bem, que vai passar, que é só dar um tempo... e, muitas vezes, fazem um grande estrago em si mesmas, "morrendo" inchadinhas e felizes, sem, ao menos, ter percebido as mudanças.
 
Outras, ao serem confrontadas com as transformações, pulam, saltam, em ações para implementar as mudanças necessárias. Encorajam-se, diante dos desafios, buscam a melhor saída para a solução dos problemas, tomam atitudes." ( texto de autor desconhecido, mas que foi explicada por Olivier Clerc pela primeira vez)

Bem desse modo, cada indivíduo vai vivendo do jeito que os desafios são percebidos por ele e o fazem reagir, buscando a melhor saída ou não.  Mas, no futuro, acredita- se que estaremos nos protegendo muito mais.  Higienizando mais, principalmente, as mãos. Estaremos mais conscientes. A discussão sobre a saúde, sobre o incentivo à  pesquisa e à preparação dos hospitais e dos profissionais da saúde estará mais focada em soluções, com o objetivo de todos estarem mais bem prevenidos e equipados para quaisquer eventualidades. Promovendo um impacto muito grande na Tecnologia e na Ciência...transformando vidas, valores,  trabalhos, escolas e, principalmente, a saúde, se Deus quiser. 

Concluindo, é oportuno citar o pensamento de Allan Kardec: "Às vezes é necessário que o mal chegue ao excesso, para se tornar compreensível a necessidade do bem e das reformas." (Por Ernesto Yoshida, Luisa Granato, Rodrigo Loureiro e Fabiane Stefano, de Xangai e Hangzhou. Revista Exame (abr 2020)).

İnfelizmente, foi, sempre, assim....

INfluxo
Nilva Moraes Ferreira
Nilva Moraes Ferreira Seguir

Sou professora aposentada. Formada em Letras e.pós- graduada em Língua Portuguesa.

Ler conteúdo completo
Indicados para você