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A menina no batente da porta

A menina no batente da porta
Iza Gonçalves
dez. 28 - 1 min de leitura
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Sofia, sentada em uma tarde no batente da porta de madeira já desgastada pelo tempo

Com os olhos direcionados a revoada dos pássaros

Do céu azulado e convidativo ao fundo,

Das nuvens esbranquiçadas e dançarilhas

Sou muitas. No meio de um bairro da periferia, no sertão ou no subúrbio

Pensou: que mundo! Que mundo meu Deus!

 

Iminentemente desaparecem os desencantos, á Sofia

As decepções com a vida dura para a jovem

Ouvira nas raras aulas de geografia daquele ano,

que eram as consequências do mundo frenético, pulsante e globalizado

interconectado, ligado por suas redes e megacidades

mas ali tão distante, as várias Sofias

Silenciosamente, dissolvendo-se na contemplação daqueles pássaros

Há...são as questões dos tempos modernos

 

Daquele mesmo batente de porta de madeira, ouvira sua voz baixa e serena,

pelo tempo implacável, Justinas, Marias, avós e tias

A elas explicou que essa distância era necessário, do afago e abraços

Sobrevivência, rogava os corações para a brevidade daquela enfermidade

As imagens que meus globos oculares capitam...

Agora eles, os pássaros tem a liberdade,

A nós, a gaiola

 

Mas não perca-se, não desista menina!

Pois a vida é um espetáculo imperdível....

A esperança é um alimento da nossa alma,

Esse momento será passageiro, impermanente

Mesmo que a vida seja dura,

mesmo que tenha dias que os afagos sejam escassos

nunca esqueça-se do ditado antigo cunhado, só a luta muda a vida.


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Iza Gonçalves

Pesquisadora, Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos - IMESC

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