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Gente Humilde

Gente Humilde

"O que essa mulher do hoje diria para aquela menina?
Possivelmente, não exista nada para ser dito. Minha mãe está cansada e dever muitas explicações sobre essa vida é revolver uma terra arrasada.
Melhor o silêncio a reviver dores há muito remoídas."

De onde venho os sonhos ficam pouco a pouco pelo caminho; sobreviver toma nossa atenção. Dizem que somos livres, mas a estrada que nos concedem é completamente esburacada. Quando andamos, há quem nos pare, fazendo-nos encostar.

É triste ver de longe gente que nunca viveu em terra arrasada. A igualdade é uma ilusão e o que nos resta são essas dores remoídas.

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Não sei bem como conheci "Gente Humilde" - a música. Talvez tenha sido pela obra: Livro de Letras - Vinicius de Moraes. Ou quem sabe pela versão do Renato Russo, que eu ouço desde pequeno.

Confesso que minha memória falha neste momento, mas seja pelo livro ou pela interpretação do Renato, eu me recordo de ficar impressionado com a letra da música.

Não que a melodia do Garoto (Aníbal Augusto Sardinha) mereça menos atenção, mas foi a letra que me tomou no colo e construiu imagens para a minha criação.

Provavelmente, não tenho a capacidade para escrever algo dessa envergadura, contudo essa expressão - "Gente Humilde" - parece retratar onde cresci.

A música faz sentido porque vivemos, do lado de dentro, o que ela descreve.

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