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Rostos mascarados

Rostos mascarados

Em cada canto, onde eu posso ir,na farmácia, no mercado, no hospital, ou em um ponto solitário qualquer.

Lá está um, dois, três, conhecidos ou não, com os rostos mascarados, com as faces perdidas no seu compasso.

Com expressões encobertas, todos parecem iguais. Quem era aquele? Ou aquela afinal?

Os olhos sozinhos não podem expressar. E o medo do amigo, 
do colega ou do vizinho estarem contaminados chega a ser irracional.

Doentes ou enlutados dividem- se na fila, sem o direito de ir e vir, em prisão domiciliar.

Noite e dia, dia e noite, consumindo os noticiários
dos números de mortes amedrontam cada dia mais.

Aulas remotas, lojas fechadas, 
o aumento do desemprego, 
da desaceleração econômica,
se preocupam o governo,
a população, também, em geral.

Parece que o tempo parou para esperar por uma vacina, e ver esse tal Corona vírus passar.

E os meus, os seus, os nossos dias tão longos, tão tediosos e desesperadores, passamos a achar a  tristeza normal.

INfluxo
Nilva Moraes Ferreira
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Sou professora aposentada. Formada em Letras e.pós- graduada em Língua Portuguesa.

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